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PROF. KIKO

Taboão da Serrat/SP

Sobre

Minha trajetória

Meu nome é Jorlando Neponuceno Santos, mas na capoeira sou conhecido como Professor Kiko.

Minha história com a capoeira começou em março de 2000, em Jequié, na Bahia, através do Projeto Jequié Esportes, onde tive a oportunidade de aprender com o Mestre Raimundo Xavier dos Santos, do Grupo Raça Humana.

Naquela época, a capoeira entrou na minha vida de uma maneira que eu ainda não imaginava que seria para sempre. Passei a viver os treinos, as rodas, as amizades e os ensinamentos que existiam muito além dos movimentos. Permaneci no Grupo Raça Humana até 2005 e, durante minha caminhada, tive contato com diferentes mestres, professores, grupos e formas de enxergar a capoeira.

Em 2008, vim para Taboão da Serra, São Paulo, e foi aqui que minha trajetória ganhou novos caminhos. Passei a desenvolver meu trabalho com a capoeira de forma cada vez mais intensa, principalmente com crianças, jovens e adultos.

Busquei também minha formação acadêmica. Sou formado em Educação Física, licenciatura e bacharelado, com pós-graduação em Nutrição Esportiva e Fisiologia do Exercício. Em 2018, fui aprovado em concurso público e passei a atuar como Professor de Capoeira na Secretaria de Esportes.

Minha relação com a educação também foi construída dentro das escolas públicas. Participei do Projeto Mais Educação desde o seu início em Taboão da Serra até o encerramento do programa. Nesse período, desenvolvi meu trabalho nas escolas EMEF Paulo Freire, EMEF Terezinha Volpato, EMEF Ferreira Paz e EMEF Machado de Assis, onde encerrei minha participação no projeto.

Essa experiência foi muito importante para mim, porque me mostrou ainda mais claramente que a capoeira poderia ocupar a escola não apenas como atividade física, mas como uma ferramenta de educação, cultura, disciplina, convivência e transformação.

Ao longo da minha caminhada, construí aproximadamente 28 anos de prática e cerca de 20 anos dedicados ao ensino da capoeira.

Em 5 de outubro de 2017, fundei a Equipe de Capoeira Ligeiro Mandingueiro, projeto que nasceu com o propósito de levar a capoeira para além da roda, utilizando-a como instrumento de educação, cultura, inclusão e transformação social.

Também passei a idealizar e realizar projetos que considero importantes para a valorização da capoeira e da cultura popular.

Sou idealizador e promotor dos Jogos Institucionais de Capoeira – Motivando Campeões. A primeira edição aconteceu em 2018 e, depois, o projeto voltou a ser realizado em 2022, 2023, 2024, 2025 e 2026. Mais do que uma competição, sempre enxerguei esses jogos como uma oportunidade de reunir atletas, professores, mestres, famílias e comunidade, valorizando a capoeira e criando novas experiências para quem participa.

Também sou idealizador da Semana da Cultura Popular na Capoeira, cuja primeira edição aconteceu em 2025. O projeto nasceu com a intenção de aproximar a capoeira de outras manifestações da nossa cultura e contou com oficinas e vivências de musicalidade, maculelê, dança afro, samba de roda, jongo e vivências ancestrais.

Outro projeto que idealizei é a Roda de Luz, realizada na praça junto às luzes de Natal. A ideia é ocupar o espaço público com a capoeira, criando um momento de encontro, cultura e celebração junto à comunidade.

Também sou idealizador da Roda de Capoeira do Parque das Hortênsias, realizada de forma bimestral, criando mais um espaço permanente para a prática, a convivência e a valorização da capoeira.

Quando olho para minha trajetória, percebo que a capoeira me ensinou que ser capoeirista vai muito além de saber jogar, tocar um instrumento ou conhecer movimentos.

Para mim, a capoeira é educação, cultura, esporte, memória, ancestralidade, convivência e transformação social.

Minha caminhada ainda está sendo construída. E é justamente por isso que continuo acreditando na força da roda, na importância de ensinar às novas gerações e na responsabilidade de preservar aquilo que aprendi, mas também de contribuir para que a capoeira continue se transformando sem perder suas raízes.

Essa é parte da minha história. Uma história construída dentro e fora da roda.

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